No Dia do Patrimônio Histórico, Fortalezas da UFSC reforçam protagonismo no FIPA 2026
As Fortalezas da Ilha de Santa Catarina, administradas pela UFSC, por meio do Departamento das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (DFISC), ganharam destaque no 11º Fórum Internacional de Patrimônio Arquitetônico Brasil-Portugal (FIPA), realizado entre 21 e 23 de julho, em Florianópolis. O Departamento apresentou um pôster sobre o patrimônio cultural catarinense e participou de uma visita técnica à Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim. A participação ganha destaque nesta segunda-feira (17), Dia do Patrimônio Histórico.
Participação no FIPA 2026
Com o tema “Diversidades”, o FIPA 2026 reuniu pesquisadores, arquitetos, urbanistas, engenheiros, gestores públicos e outros profissionais do Brasil e de Portugal para discutir desafios relacionados à preservação do patrimônio arquitetônico. A programação também aproximou os participantes de bens históricos e culturais de Florianópolis, entre eles, as fortificações administradas pela UFSC.
A UFSC participou do evento por meio do Departamento das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (DFISC), vinculado à Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) e responsável pela administração das fortificações. Durante o fórum, o Departamento apresentou o pôster “Fortificações catarinenses: territórios de manifestações culturais”, que integrou as discussões sobre patrimônio arquitetônico e diversidade cultural.
Outro destaque da programação foi a visita técnica à Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, localizada na entrada da Baía Norte. A atividade aproximou os participantes do trabalho de conservação, restauro e gestão desenvolvido pela UFSC, permitindo conhecer de perto os desafios envolvidos na preservação desses bens históricos.

Da esquerda para a direita – Marília Gabriela de Oliveira, arquiteta e urbanista; Priscila Genara Padilha, Diretora do Departamento de Cultura e Eventos da UFSC; Rodolfo Pimenta, Diretor do DFISC; Prof.ª Dr.ª Ana Catarina Sousa; Maria de Lourdes Alves Borges, Secretária de Cultura e Arte; Dr. António Matias, arqueólogo; Andréa Búrigo Ventura, Assistente em Administração da SeCArte; e Nallan Francisca, arquiteta e urbanista do DFISC
Um patrimônio de séculos
Além da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, o conjunto administrado pela UFSC é formado também pelas fortalezas de Santo Antônio de Ratones e São José da Ponta Grossa. Construídas no século XVIII como parte da estratégia de defesa do território catarinense, atualmente constituem espaços de preservação, pesquisa, educação e visitação.
Para Nallan Francisca, arquiteta e urbanista do DFISC, a data é um convite à reflexão sobre o papel da preservação na construção da memória. “Hoje, elas representam uma das várias faces da memória de Santa Catarina, e fico muito feliz por podermos contribuir para a conscientização e a educação da população sobre essa história”, destaca.
A participação no FIPA reforça, assim, o papel das fortalezas como espaços de preservação, pesquisa e educação patrimonial, inseridos nas discussões contemporâneas sobre o patrimônio cultural.

